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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Poluição do ar já é considerado factor cancerígeno

 

A poluição do ar passou a ser classificada como factor cancerígeno pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Segundo a organização, a poluição está relacionada, principalmente, com o cancro do pulmão, mas também há provas de que eleva o risco de cancro na bexiga.

“O ar que respiramos tornou-se poluído pela mistura de substâncias causadores de cancro. Sabemos que a poluição do ar não somente é um grande factor de risco para a saúde em geral, mas também a principal causa ambiental de mortes por cancro”, explicou Kurt Straif, chefe da secção da OMS responsável pela classificação dos cancros.

A poluição atmosférica é agora um dos cancros do grupo 1, que engloba as principais substâncias que representam um risco para a doença, como o fumo do tabaco e radiação ultravioleta. Ainda que os níveis de poluição possam variar de um país para outro, a OMS considera que a nova classificação vale para todas as regiões do mundo.

“Avaliámos o ar que todos respiramos, e não nos focámos apenas em poluentes específicos. Os resultados dos estudos apontam para a mesma direcção: o risco de desenvolver cancro do pulmão é significativamente aumentado com a exposição à poluição”, explicou Dana Loomis, vice-chefe da secção.

A poluição terá causado 223 mil mortes por cancro do pulmão em todo o mundo, em 2010. “Há maneiras eficazes de reduzir a poluição do ar, e este relatório deve enviar um forte sinal à comunidade internacional para que medidas sejam tomadas”, explicou Christopher Wild, director da IARC, organização que pertence à OMS.

 

in: Green Savers

Aeroporto sul-coreano instala fotovoltaicas, lago e dois grandes jardins (com FOTOS)

 

O terminal 2 do aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul, é um verdadeiro reduto de sustentabilidade – uma palavra nem sempre associada, e com razão, à indústria aérea.

Quando os responsáveis pelo aeroporto decidiram melhorar o que, já é considerado, o melhor aeroporto do mundo, a solução encontrada foi a construção de uma mini-cidade sustentável. Para tal contrataram a Gensler, que introduziu várias mudanças no terminal.

Assim, o novo espaço tem agora um lago que promove a saúde, quedas de água, riachos e dois enormes jardins – sim, num aeroporto. Estas áreas verdes integram fotovoltaicas, que continuarão a ser instaladas à medida que o terminal vai ganhando novos contornos.

Por outro lado, telhados de vidro gigantes reduzem a necessidade de iluminar o edifício em algumas áreas, e um sistema de ar-condicionado ultra-eficiente foi também instalado.

Segundo a Fast coexist, não foi fácil implementar elementos sustentáveis em Incheon. Ao contrário dos edifícios de negócio, os aeroportos utilizam energia – intensivamente – 24 horas por dia; têm chãos largos e janelas que, normalmente, não se podem abrir.

Um aeroporto como o de Incheon produz também produz tanto lixo como uma cidade, o que complica um pouco o dia-a-dia da sua transição sustentável.

“Acreditamos que conseguimos chegar à sustentabilidade, sobretudo, com a cultura. Se os aeroportos continuarem a evoluir para a eficiência das suas tecnologias – educando, simultaneamente, e inspirando milhões de passageiros todos os anos – podemos ser parte da solução de reduzir os impactos negativos”, explicou ao site Terence Young, director de design da Gensler.

 

in: Green Savers

Os portugueses que passaram a ir de bicicleta para o trabalho (com VÍDEO)

 

Todas as sextas-feiras, a Mubi (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta) organiza a Sexta de Bicicleta, um evento que promove a utilização de bicicleta nas deslocações diárias. Na ida de casa para o trabalho, por exemplo, mas também nas saídas de lazer, qualquer que seja o trajecto, dia ou noite.

 

Foi através desta iniciativa que Ana Santos, uma professora universitária, passou a utilizar a bicicleta nas suas deslocações diárias entre Cascais, onde mora, e a Cruz Quebrada, onde dá aulas na Faculdade de Motricidade Humana.

 

Ana pedala de um lado ao outro de Cascais, até à estação ferroviária. Sai na estação de Cruz Quebrada, onde sobe até à universidade.

No início, Ana tinha todos os medos de um ciclista principiante, sobretudo dos carros. “Passados dois ou três dias comecei a perceber que era óptimo: o percurso era excelente, podia parar onde quisesse, para tirar fotografias, e passei a fazer compras no comércio tradicional”, explicou Ana Santos ao Economia Verde.

 

A professora universitária gostou tanto da experiência que passou a pedalar todos os dias. E fora das ciclovias – só as utiliza quando pedala por lazer.

 

Segundo Mário Alves, da Mubi, o caso de Ana é apenas um dos muitos que a associação tem para apresentar. Mas, para os números serem expressivos, há que alterar o planeamento urbano. “Em meios urbanos temos que começar a gerir muito melhor os carros e a entrada dos carros. Entra cerca de meio milhão de carros por dia em Lisboa. Isso é inaceitável. Há também que reduzir a velocidade desses carros”, frisou ao Economia Verde.

 

A Sexta de Bicicleta já tem mil inscritos no site e três mil no Facebook. E o leitor, tem coragem e vontade de começar a fazê-lo? Veja o episódio 148 do Economia Verde.

 

Foto:  pedrosimoes7 / Creative Commons


 

in: Green Savers

Florestas mais sagradas do mundo podem estar em risco

 

Os cientistas alertam que algumas das florestas mais sagradas do mundo, protegidas pelas comunidades indígenas seguindo crenças tradicionais, estão entre os poucos ecossistemas florestais que foram poupados pelos madeireiros, mas que estão cada vez mais ameaçados.

“As provas mostram que muitas pessoas, incluindo madeireiros, têm durante anos respeitado ou têm sentido medo de ir contra algumas crenças religiosas – e que isso tem sido uma medida de conservação para várias florestas sagradas por todo o mundo”, disse Prasit Wangpakapattanawong, da Chiang Mai University na Tailândia.

As mais sagradas florestas podem ser encontradas em países asiáticos, em especial na Índia, onde foram preservadas e protegidas ao longo de séculos pelos adeptos do budismo. Mas a procura crescente por terras entre os investidores globais é uma ameaça real a estes paraísos, outrora seguros, ricos em biodiversidade.

Um exemplo citado por Wangpakapattanawong é uma secção de 500 hectares na floresta sagrada de Aravali, na Índia, que foi reservada para desenvolvimentos governamentais do estado de Haryana. Aí foi criado um plano que autoriza actividades na floresta até 2031 e que tem sido fortemente contestado pelas comunidades indígenas, avança o All Africa.

No Quénia, a floresta sagrada de Mrima, na faixa costeira de Kwale County também está sob a ameaça de mineiros que querem explorar as raras terras com nióbio, usado na produção de aço e dispositivos médicos e electrónicos. Mas os anciãos da região, os respeitados líderes religiosos tradicionais, opõem-se ao plano e prometem amaldiçoar quem invadir as suas terras. A floresta de Mrima foi declarada área protegida em 1961 por ser lar de árvores, aves e pequenos animais selvagens raros.

Um recente estudo da Northeastern Forestry University, na China, revelou que as florestas sagradas são ecologicamente importantes porque fornecem habitats a espécies endémicas raras e ameaçadas de extinção e têm um alto valor de conservação, apesar de serem áreas tipicamente pequenas.

No Quénia, as crenças entre a comunidade Maasai proíbem a qualquer pessoa cortar uma árvore, para lenha ou qualquer outra finalidade. É também uma ofensa cultural intervir com as raízes ou remover toda a casca de uma árvore para extracção de ervas, por exemplo. É graças a estas práticas que a floresta Loita, em Narok County, conseguiu ser conservada como indígena até hoje, abrangendo 33 mil riquíssimos hectares.

 

Foto: Sob licença Creative Commons


in: Green Savers

 

Chegados ao último dia da COP, tradicionalmente marcado pelo impasse e por longas horas de negociações, pode avançar-se já com duas marcas desta conferência sobre alterações climáticas: o arranque marcado pelos efeitos devastadores do tufão Hayian, nas Filipinas, e antes disso, a decisão de ter várias corporações a patrocinar o evento, uma opção vista por muitos como um mau prenúncio para esta ronda negocial.

O apoio empresarial não costuma ser tão evidente, mas o Governo polaco, anfitrião da COP19, decidiu contar com o apoio de uma dúzia de corporações “verdes”, segundo os organizadores, mas pouco amigas do ambiente, reclamam desde o início as ONG. O grupo inclui a Alstom, que patrocina as máquinas de água no recinto da COP19, e que é a empresa do sector da energia que forneceu a maior parte dos equipamentos das centrais a carvão em funcionamento da Polónia.

Outro patrocinador é a ArcelorMittal, a maior empresa mundial de siderurgia e exploração mineira, responsável por enormes emissões anuais de gases de efeito de estufa (GEE). É este o patrocinador dos pavilhões que foram montados no centro do estádio nacional de Varsóvia, espaços que acolhem os plenários e as principais salas da COP19.

O grupo inclui ainda a BMW Polónia, a General Motors, o Grupo Lotos da Polónia, da área petrolífera (patrocinador dos sacos entregues aos delegados), a PGE, a empresa estatal produtora de energia, e as companhias aéreas Polish Airlines e Emirates Airlines (patrocinadora dos ‘puffs’ para os delegados descansarem).

Escolhas que levam as ONG a afirmar que a COP19 é patrocinada pelo lobby dos combustíveis fósseis, uma sensação reforçada pela decisão do Governo de realizar durante o período da COP um encontro internacional sobre a indústria do carvão, o combustível predileto da Polónia. 

 

Vídeo crítico divulgado hoje pelas ONG juvenis:

 

 

in: http://varsovia.blogs.sapo.pt/

plantação2

A Quercus e a EPAL associam-se amanhã, 23 de novembro, para assinalar o Dia da Floresta Autóctone, com uma ação de reflorestação na área envolvente à Albufeira de Castelo do Bode. A iniciativa, que terá lugar pelas 10 horas, visa contribuir para o restauro das zonas devastadas pelos incêndios de verão, com a plantação de 625 árvores e arbustos autóctones.

 

Os terrenos a intervir estão integrados na Zona de Intervenção Florestal de Aldeia do Mato (freguesia de Aldeia do Mato, concelho de Abrantes) e possuem uma área de aproximadamente 5.000 m2, estando prevista a sua valorização com várias espécies de árvores e arbustos, entre as quais o carvalho-português (Quercus faginea), pilriteiro (Crataegus monogyna), zelha (Acer monspessulanum) e madressilva (Lonicera implexa).

 

Esta iniciativa irá contar com a presença de colaboradores da EPAL e da Quercus e decorre no âmbito da parceria estabelecida entre estas entidades, com o objetivo de promover a proteção da qualidade da água da Albufeira de Castelo do Bode, a mais importante reserva estratégica de água do país e principal área de captação de água da EPAL.

 

Com esta ação, a EPAL pretende contribuir para reduzir a sua pegada ecológica, investindo no restauro do equilíbrio biológico natural da floresta autóctone e na sustentabilidade dos ecossistemas da área contígua à Albufeira de Castelo do Bode. O objetivo é melhorar a prestação de serviços (benefícios) dos ecossistemas, como a água de excelente qualidade, o sequestro de carbono (cerca de 2,75 toneladas de CO2 em 40 anos), a regulação do ciclo de nutrientes, a protecção do solo e a prevenção da propagação de fogos.

 

De acordo com José Manuel Sardinha, presidente da EPAL "a Albufeira de Castelo do Bode assegura 70% da água fornecida pela EPAL fazendo todo o sentido implementar ações que valorizem ambientalmente as suas condições naturais e que propiciem o aumento da biodiversidade, cuja perda é hoje considerada uma das maiores ameaças ambientais a nível global" concluindo que "esta iniciativa de voluntariado é um investimento no capital natural da região com um impacto positivo na qualidade da água da albufeira, do ar e dos solos, em benefício de todos".

 

 

Fonte: Quercus



Um novo ilhéu nasce a sul de Tóquio durante uma erupção vulcânica.

Aconteceu a apenas algumas centenas de metros da ilha deserta de Nishinoshima no arquipélago de Ogasawara, no Pacífico.

Envolta numa cortina de fumo nasceu uma ilha com 200 metros de diâmetro e 20 de altura. apesar de os vulcanólogos não fazerem previsões, os japoneses têm esperança que a nova ilha resista e não fique submersa - desjam que se torne terra firma para aumentar a sua área territorial.

COP 19: 133 países em desenvolvimento abandonam negociações devido a burocracia dos países desenvolvidos

 

Cerca de 133 representantes dos países em desenvolvimento abandonaram as negociações sobre as alterações climáticas da COP 19, que decorre em Varsóvia. Na base da retirada está o facto de os países desenvolvidos recusarem discutir as compensações a atribuir às nações em desenvolvimento, pelas alterações climáticas provocadas pelas nações industrializadas.

A maior parte dos países da União Europeia (UE) e nações como os Estados Unidos, Canadá, Austrália apenas querem discutir as compensações na próxima cimeira, agendada para 2015 em Paris. Em resposta o G77 e o grupo da China retiraram-se das negociações.

Seleemul Huq, o cientista cujo trabalho sobre as perdas e danos dos países em desenvolvimento ajudou a colocar a questão das compensações na agenda do COP 19, disse que “as negociações estavam a decorrer bem, num espírito de cooperação, mas no final da sessão sobre as perdas e danos a Austrália pôs tudo o que foi acordado entre parêntesis, de forma que todo o debate foi desperdiçado”, cita o The Guardian.

Os países em desenvolvimento exigiram a criação de uma nova instituição das Nações Unidas para vigiar a atribuição das compensações, mas os países desenvolvidos não têm considerado o pedido, ignorando os pedidos de um debate sério sobre a questão.

“A UE entende que a questão é incrivelmente importante para os países em desenvolvimento. Mas eles devem ser cuidados no que toca a criar uma nova instituição. Não é disso que este processo precisa”, afirmou a comissária europeia para o clima, Connie Hedegaard. “Não podemos ter um sistema de compensações automáticas para quando ocorrerem eventos sérios no mundo. Isso não é exequível”, sublinha a comissária.

Desta forma, o debate sobre as compensações foi recusado pelos países desenvolvidos, que temem que tal sistema possa conduzir a custos inaceitáveis.

 

Foto: Ilhas Gili, Indonésia.   RaihanMazumder / Creative Commons


fonte: Green Savers