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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Banco Asiático para o Desenvolvimento: cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias

Com o avanço das alterações climáticas os fenómenos extremos vão-se tornando cada vez mais frequentes e rigorosos. Se partes do mundo experienciam secas extremas, outras atravessam inundações que causam prejuízos em vários sectores económicos e por vezes reclamam vidas humanas e de animais.

No último Inverno, este foi um flagelo que atingiu a Europa e mereceu atenções mediáticas alargadas. Contudo, este flagelo é uma realidade anual de muitos países asiáticos, que nem sempre merecem atenção mediática nem soluções governamentais eficientes.

“As cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias”, defendeu Amy Leung, diretora de desenvolvimento urbano e divisão de água do Departamento para o Sul da Ásia do Banco Asiático para o Desenvolvimento durante uma conferência do Congresso Mundial da Água.

De acordo com a responsável, as inundações na ásia aumentaram entre três a quatro vezes nos últimos anos e as soluções para lidar com o problema são ineficazes. “Não se está a fazer o suficiente ao nível do planeamento estrutural”, afirma Leung.

Um dos principais obstáculos apontados pela diretora do Banco Asiático para o Desenvolvimento é a falta de uma resposta rápida por parte das cidades às movimentações migratórias. “O planeamento é a curto prazo. Há pessoas a viver em condições deficientes”, sublinha.

Para Amy Leung, a solução para evitar que as cheias na Ásia atinjam as dimensões catastróficas que estamos habituados a ver passa por um planeamento urbano holístico, onde as várias entidades cooperem entre si para criar uma estratégia a longo prazo e eficaz, bem como edifícios e espaços que consigam minimizar os efeitos das inundações.

Foto: Asian Development Bank / Creative Commons

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Xian, a capital do lixo

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18 Dez, 2015

ainda existem...

Embora sejam mais comuns os versão "Biber", eu tenho um aluno como o "Hayes"

Nos últimos dias todos querem encontrar um país que ele não conheça e não conseguira!

Parabéns Diogo Lopes!!

 

Alterações do clima podem reduzir número de nascimento de meninos

O número de bebés do sexo masculino a nascer, em todo o mundo, é superior ao do sexo feminino, mas um estudo japonês mostra que, com as flutuações mais extremas de temperatura no país desde os anos 70, mais fetos masculinos morrem em relação aos fetos femininos – o que resulta, claro, na diminuição do nascimento de meninos.

Isto significa que o clima pode ajudar a equilibrar esta proporção ou, inclusive, alterá-la completamente em favor das mulheres, de acordo com a CBS News.

Publicado na edição de Setembro da Fertility and Sterility, o estudo comparou registos de nascimentos e abortos espontâneos a temperaturas mensais entre 1968 e 2012, determinando que os fetos masculinos tinham maior probabilidade de morrer durante o tempo extremo.

O fenómeno aconteceu tanto no tempo extremamente quente quanto frio. Depois de um Verão com temperaturas muito altas, em 2010, menos bebés do sexto masculino nasceram nove meses mais tarde. E o mesmo aconteceu depois de um Inverno muito frio, em 2011.

“A concepção de bebés do sexo masculino parece ser mais vulnerável a factores de stress, incluindo mudanças do clima”, explica o estudo. As causas não são claras, mas isto não se limita a humanos. As tartarugas marinhas têm mais probabilidade de produzir filho do sexo feminino em temperaturas mais quentes. E os chimpanzés têm mais filhos machos durante estações chuvosas.

O estudo, liderado por Misao Fukuda, do Instituto de Saúde M&K, em Ako, no Japão, não pode provar a influência da mudança do clima, mas sabe-se que outros factores, como poluição e toxinas, afectam a proporção dos nascimentos.

Nível do mar aumentou mais nos últimos 100 anos que nos 6.000 anteriores

O aumento do nível do mar ao longo do último século não tem comparação com qualquer período dos últimos 6.000 anos, tendo subido cerca de 20 centímetros, revela um estudo publicado na revista científica “Proceddings of the National Academy of Sciences”.

A investigação analisou as flutuações do mar nos últimos 35 mil anos com base nas alterações no volume de gelo na terra. A principal conclusão é o recorde histórico, invulgar, dos últimos 100 anos, com o aumento de 20 centímetros desde o início do século XX. Para o mesmo período, os cientistas identificaram também um aumento das temperaturas, que provocaram o degelo das calotes polares e a expansão térmica do mar, como principal causa do aumento do nível global do mar.

Para estudar as flutuações do mar nos últimos 35 mil anos foram recolhidas cerca de mil amostras de sedimentos no Reino Unido, América do Norte, Seychelles e Gronelândia. Foi escolhido um período de 35 mil anos uma vez que compreende um período interglaciar. O gelo formado neste período começou a derreter há 16.000 anos e o degelo completo terminou apenas há 8.000 anos. Contudo, a desaceleração nas mudanças do nível do mar não ocorreram antes dos últimos 6.000 mil anos, escreve o Guardian.

Durante os últimos seis milénios, o nível do mar foi bastante estável, até começar a aumentar na idade moderna. De acordo com Kurt Lambeck, da Universidade Nacional Australiana, que efectuou o estudo, durante estes seis milénios não se encontraram provas de oscilações de 25 a 30 centímetros em períodos de 100 anos, mas que essa tendência mudou a partir do processo de industrialização. “Nos últimos 150 anos assistimos a um aumento do nível da água à velocidade de vários milímetros por ano e nos nossos registos mais antigos não encontrámos um comportamento similar”, indicou o investigador, ligando o fenómeno ao aquecimento global.

Foto: Stefan Schinning / Creative Commons

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A arte não tem fronteiras nem objetividade, e Simon Beck, à sua dimensão, pode ser um considerado um artista, ainda que as suas obras não estejam expostas no Louvre ou MoMA mas nos Alpes.

É que o artista britânico de 56 anos, dedica-se a criar desenhos gigantes na neve, cada um com 100 por 100 metros, ou seja, o tamanho de dois campos de futebol. Desde 2004, o ano e que descobriu a sua arte, ele já foi responsável por cerca de 175 obras, todas elas criadas por pegadas das suas raquetas-de-neve.

Segundo o Daily Mail, cada um dos desenhos obriga Beck a percorrer mais de 40 quilómetros, o que ele faz durante 12 horas. Inspirado pelos cubos e espirais abstractos, a obra do britânico já foi responsável por uma linha de roupa interior – para a marca neozelandesa Icebraker – e, no Verão, é replicada em várias praias.

Cada padrão é detalhadamente desenvolvido por Beck, que não procura ajuda para as suas obras. Durante o Inverno, de resto, o britânico vive na cidade turística de Les Arcs, nos Alpes franceses, o sítio ideal para a sua criatividade fluir.

“A principal razão para fazer [estes desenhos] deve-se ao facto de já não poder correr, devido a problemas com os meus pés, por isso esta é a forma menos dolorosa de fazer exercício”, explicou.

Veja alguns dos desenhos de Beck – e mais na sua página de Facebook.

Investigação liderada por cientista português descobre que ecossistemas terrestres armazenam mais CO2 do que se pensava

Em média, os ecossistemas terrestres retêm o carbono durante 23 anos – cerca de 15 nos trópicos ou 255 nos pólos – mas em maiores quantidades, principalmente nos solos, do que anteriormente se pensava, revela um novo estudo sobre o ciclo do carbono nos ecossistemas terrestres liderado pelo investigador português Nuno Carvalhais.

A resposta do ciclo do carbono terrestre às alterações climáticas é uma das maiores incertezas que afectam as projecções destas mesmas alterações. O feedback entre o ciclo de carbono terrestre é parcialmente determinado pelas alterações no tempo de retorno do carbono nos ecossistemas do planeta, que por sua vez é uma propriedade dos ecossistemas que nasce da interacção entre o clima solo e tipo de vegetação.

Foi sobre o tempo de retorno do carbono nos ecossistemas do planeta que Nuno Carvalhais, da FCT-UNL e do Instituto Max Planck de Biogeoquímica, e a sua equipa de investigadores internacionais se debruçaram ao estudar novas probabilidades de interacções entre a vegetação e as reservas e fluxos de carbono no solo orgânico.

Além de perceberem que os ecossistemas armazenam mais CO2 do que se pensava anteriormente, a equipa de investigadores descobriu também que a precipitação é um factor tão ou mais importante do que a temperatura para explicar a variação do tempo de decomposição do elemento.

Os investigadores indicam que os resultados do novo estudo podem contribuir positivamente para os modelos climáticos globais. Contudo, “é difícil prever como podem mudar as nossas previsões climáticas em resultado de uma maior precisão no ciclo global do carbono”, refere Nuno Carvalhais num comunicado da FCT-UNL.

O estudo, intitulado “Global covariation of carbon turnover times with climate in terrestrial ecosystems”, foi publicado na revista Nature.

 Foto: TaylaLyell1979 / Creative Commons

Planeta Terra: quem diria que fosse tão belo?

17.Inundações na Índia

 

Suécia já valoriza 99% do seu lixo

Apenas 1% de todo o lixo produzido na Suécia não é valorizado, de acordo com a directora de comunicação da Swedish Waste Management, Anna-Carin Gripwell. “Hoje, os resíduos são uma commodity diferente do que eram. Não são apenas resíduos, mas sim um negócio”, explicou a responsável, citada pelo Huffington Post.

De acordo com o site norte-americano, existe uma “revolução de reciclagem” na Suécia, que está a levar o país para um patamar superior de gestão de resíduos. Na verdade, o país escandinavo é tão bom a gerir resíduos que tem de importar lixo do Reino Unido, Itália, Noruega e Irlanda para “alimentar” as 32 centrais energéticas que precisam de transformar os resíduos.

Todos os anos, cada sueco produz 461 quilos de lixo, um pouco menos da meia tonelada de média da União Europeia. “Quando o lixo se encontra nas lixeiras, largando gás metano e outros gases com efeito de estufa, isso não é bom para o ambiente”, explicou Gripwell. Por isso, a Suécia focou-se em alternativas para reduzir a quantidade de toxinas a verter para o chão.

Através de programas controversos de incineração, a Suécia consegue livra-se de dois milhões de toneladas por ano. O objectivo deste programa de vanguarda é reduzir os perigos ambientais do lixo: prevenção, reutilização, reciclagem, alternativas à reciclagem – recuperação de energia através das centrais e, finalmente, as lixeiras.

A primeira fase deste processo ocorre nas casas dos cidadãos, que separam o lixo orgânico do reciclável e que pode ser reutilizado. Segundo a Returpack, os suecos devolvem 1,5 mil milhões de garrafas e latas por ano – o que não pode ser reutilizado ou reciclado segue para as centrais energéticas.

Estas centrais colocam o lixo em fornos e queimam-no para gerar vapor, que é depois utilizado para girar turbinas de geradores usados para produzir energia. Essa electricidade é depois transferida para as linhas de transmissão e uma rede distribui-a para todo o país.

Em Helsingborg, uma cidade com 133 mil pessoas, uma única central pode electrificar 40% das necessidades energéticas urbanas – as 32 centrais suecas são suficientes para providenciar aquecimento a 950 mil casas e electricidade a outras 260 mil.

“Temos de nos relembrar que três toneladas de resíduos contêm tanta energia como uma tonelada de combustível… por isso existe muita energia nos resíduos”, explicou Goran Skoglund, porta-voz da Oresundskraft, uma das principais empresas energéticas suecas.

Segundo o jornal Environmental Science and Technology, cerca de 40% do lixo mundial é queimado, sobretudo ao ar livre. Este processo é muito diferente do que é desenvolvido na Suécia – no país nórdico, as emissões são mínimas. A agência ambiental sueca diz que o processo de incineração não é perfeito, mas os avanços tecnológicos e introdução de limpeza dos gases de combustão têm reduzido as toxinas para “quantidades muito pequenas”.

Foto: Samantha Marx / Creative Commons