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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

 

Nesta altura que ainda está em flor, ajude a mapear a erva-das-Pampasplanta exótica e invasora em Portugal, também conhecida por penachos ou plumas (Cortaderia selloana).

As espécies invasoras são uma ameaça à biodiversidade,  levando ao perigo de extinção espécies autóctones e causando o efeitos negativos a nível ambiental, económico, e na saúde pública.
 
Assim, partilhamos aqui o pedido de ajuda para o mapeamento da espécie invasora Cortaderia selloana.

Há por aí cidadãos-cientistas?

 
Precisa-se de ajuda de cidadãos-cientistas para mapear a invasora erva-das-Pampas.
 
Mas o que são plantas invasoras? 
 
Plantas invasoras são plantas que vieram de outros locais do mundo (exóticas), adaptaram-se muito bem no nosso território, e hoje em dia reproduzem-se e dispersam pelos seus próprios meios para longe dos locais onde foram introduzidas pelo Homem, causando impactes ambientais e económicos negativos.

 
 
Entre as piores plantas invasoras em Portugal, encontra-se a erva-das-Pampas, também conhecida por penacho ou plumas. Nesta altura do ano, esta espécie está em flor pelo que é mais fácil distingui-la na paisagem e vê-la onde geralmente não vemos.
Por isso, é a altura ideal para pedir a ajuda de todos para a colocar no mapa de avistamentos que existe no invasoras.pt – este mapa é uma plataforma de ciência-cidadã em que se conta com a colaboração de todos os cidadãos para construir o mapa das plantas invasoras em Portugal.

Quem pode colaborar?  
Todos! Todos podem ser cidadãos-cientistas ao ajudar a recolher informação sobre a localização das plantas invasoras.

Veja como pode ajudar (fonte e mais informação) em: http://invasoras.pt/vamos_colocar_a_erva_das_pampas_no_mapa/

Para mais informação, contactar invader@uc.pt

poluicao-africa

A poluição do ar já é responsável por cerca de 700 mil mortes em África todos os anos. Ela tornou-se uma das primeiras causas de morte no continente, lado a lado com a desnutrição e a má qualidade da água.

 

Os dados foram divulgados agora num estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), onde a instituição alerta que “entre 1990 e 2013 o número total de mortes anuais por poluição do ar – poluição por partículas ambientais, causados principalmente pelo transporte rodoviário, geração de energia e indústria – aumentou 36% atingindo mais de 250 mil pessoas. Durante o mesmo período, as mortes causadas pela poluição com origem em formas de energia domésticas poluentes, subiu 18%, prejudicando mais de 450 mil pessoas.”

Segundo avança o The Guardian, os números são impressionantes, atingindo já patamares considerados até há pouco impensáveis: anualmente, a má qualidade do ar em África mata já mais que a água contaminada (542 mil mortes) e a desnutrição (275 mil mortes). Como explicar então estes valores?

Os países africanos estão a ser confrontados com a poluição do ar, causada pela queima de madeira ou pelo carvão usado para cozinhar. Mas não é tudo. O enriquecimento e desenvolvimento do continente está a ser acompanhado par a par por uma massificação da electrificação, uma cada vez maior dependência de combustíveis fósseis e um aumento do tráfego rodoviário. Analisando este último ponto vemos que há cada vez mais carros no continente, modelos antigos, muito mais poluentes que as versões mais recentes. Só em 2007, a África importou cerca de 4,7 milhões de carros usados.

Para contrariar esta tendência, há já algumas organizações a trabalhar no terreno. É o caso da Fundação Good Planet, a trabalhar no Mali para reduzir de forma significativa a poluição do ar na zona. A instituição está a distribuir pelas comunidades locais tanques de biogás para produzir energia limpa, substituindo assim o carvão vegetal para cozinhar. Este e outros projectos desta fundação para conhecer aqui.

Foto: via Creative Commons 

 

12 Nov, 2016

RUÍDO URBANO

COMO MINIMIZAR A POLUIÇÃO SONORA NAS GRANDES CIDADES?

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O barulho nas cidades faz parte do nosso dia-a-dia, e com toda a certeza iríamos estranhar se as cidades ficassem de repente imersas em silêncio.

 

O ruído é hoje assumido como algo normal, quase parte integrante das cidades. Numa altura em que mais de metade da população mundial vive em centros urbanos, exactamente onde o ruído é mais elevado, talvez seja importante passarmos a encarar o ruído urbano como poluição sonora.

Só em Portugal, as estimativas indicam que 60% da população está exposta a níveis de ruído muito acima dos recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

Mas como evitar, ou pelo menos minimizar, o impacto que o ruído das cidades tem no nosso dia-a-dia?

A resposta, com várias opções fáceis de aplicar diariamente, neste vídeo Minuto Verde.

O Minuto Verde é uma rubrica produzida pela Quercus e emitida aos dias úteis na RTP.

 

Foto: via Creative Commons

POR ACIDENTE

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Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu, por mera casualidade, que o CO2 pode ser convertido em etanol, se submetido a elevadas pressões. Este pode ser o princípio de uma verdadeira revolução, com forte impacto na saúde do planeta.

 

Se for possível converter CO2 em combustível a uma escala industrial, passará a ser fácil impedir que os níveis de dióxido de carbono no planeta aumentem  ainda mais. Esta perspectiva está a animar a equipa do Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos EUA, que descobriu esta reação química por um feliz acaso.

“Estávamos a estudar o primeiro passo de uma reação, quando percebemos que o catalisador estava a fazer toda a reação por conta própria”, recorda um dos membros da equipa, Adam Rondinone.

A descoberta foi feita a partir de um catalisador com 50 a 80 nanómetros de altura composto por carvão, cobre e nitrogénio, depois de ter sido submetido a uma tensão elétrica de 1,2 volts. A reacção química não se fez esperar e aos olhos da equipa o CO2 transformou-se em etanol, num processo que obteve um rendimento de 63%. Os resultados foram surpreendentes, não só pela baixa quantidade de tensão elétrica necessária para obter aquele efeito, como pelo rendimento de etanol registado.

Note-se que no mês passado o planeta Terra atingiu o maior nível de dióxido de carbono na atmosfera dos últimos quatro milhões de anos.

Foto: via Creative Commons 

 

Danilo Dungo

Fotos: Bored Panda 

 

biomercado

Se há uns anos atrás comprar produtos biológicos era difícil e bastante caro, estando vedado apenas a uma pequena minoria, hoje o cenário é bastante diferente.

 

A quantidade de lojas e supermercados biológicos aumentou, assim como a gama de produtos que estas lojas oferecem é cada vez mais diversificada. É o caso do supermercado BioMercado, na Avenida Duque D’Avila, bem no centro de Lisboa.

Este espaço aposta na combinação de várias rotinas diárias, para tornar mais fácil a introdução de práticas biológicas no nosso dia-a-dia. Aqui é possível fazer as compras lá para casa, bem como encomendar produtos frescos para recolher em dias específicos.

Uma loja bem no centro de Lisboa, a conhecer!

Foto: BioMercado

O Minuto Verde é uma rubrica produzida pela Quercus e emitida aos dias úteis na RTP. 

Foto: BioMercado

08 Nov, 2016

A Casa Branca

A propósito das eleições nos Estados Unidos hoje:

 

Casa Branca

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Washington, D.C., EUA

38 ° 53'52 "N 77 ° 02'11" W

 

A Casa Branca é a residência oficial e local de trabalho do Presidente dos Estados Unidos.

Localizado na Pennsylvania Avenue, 1600, em Washington, D.C, o edifício tem servido como a casa de cada presidente dos EUA desde John Adams (1800).

Se você é um cidadão dos Estados Unidos, certifique-se de sair e exercer o seu direito de votar hoje!

Fonte da imagem: Nearmap

 

etar

Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto e da Universidade de Aveiro está a desenvolver uma tecnologia para a remoção de fármacos de águas de consumo e residuais. O impacto desta tecnologia poderá ser imenso, já que o sistema é energeticamente eficiente, ecossustentável e apresenta um menor custo.

 

A nova tecnologia baseia-se no FOTOCATGRAF, um sistema de fotocatalisadores baseados em grafeno e semicondutores para um sistema de abastecimento de água sustentável e seguro. Com a inclusão desta nova “tecnologia avançada para a remoção de poluentes emergentes”, o objectivo passa por assegurar um sistema de abastecimento de água seguro e sustentável.

O projecto conta com a participação de 17 investigadores e docentes do REQUIMTE/LAQV – centro de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do Instituto Superior de Engenharia do Porto (INESC-TEC) e do CICECO, da Universidade de Aveiro.

“Actualmente tem vindo a aumentar o número de novos poluentes detectados nas águas de consumo e residuais, os quais as tecnologias existentes nas estações de tratamento ainda não conseguem remover, nomeadamente fármacos, hormonas e seus metabólitos”, explica Cristina Freire, investigadora da FCUP.

Nesta fase da investigação, a equipa está a fazer a monitorização de fármacos à entrada e à saída das estações de tratamento de águas residuais. O objectivo é perceber quais os poluentes mais persistentes e prejudiciais ao meio ambiente e a sua variação sazonal.

Esta é também uma aposta da empresa Águas do Centro Litoral, S.A. (AdCL), do grupo Águas de Portugal, que vai permitir “a transferência e implementação da tecnologia desenvolvida em estações de tratamento de águas residuais das regiões norte e centro de Portugal.”

O projecto será implementado posteriormente na região do oeste-centro de Portugal, para remover os poluentes emergentes de estações de tratamento de águas residuais da zona.

Foto: Águas de Portugal

 

nuuk

Os glaciares da Groenlândia estão a derreter a um ritmo que preocupa os ambientalistas, mas não a sua população. Desde que a temperatura média daquela ilha junto ao Ártico começou a subir, o crescimento da economia local disparou.

 

A ilha que no século XVIII se tornou uma região autónoma da Dinamarca, com 57 mil habitantes, viu nos últimos anos o seu solo arável crescer, bem como os períodos de cultivo. Com pastagens por mais tempo os seus rebanhos cresceram de 15 mil cabeças – média de há cerca de vinte anos – para 20 mil cabeças e com águas menos gélidas a população de peixes disparou.

No mar do Norte, que banha a Noruega e a Dinamarca, os pescadores já notaram que as espécies de bacalhau ficaram maiores, assim como os atuns. Esta abastança já teve reflexos nas quotas de pesca, que passaram para o dobro.

Estas mudanças estão a levar os naturais da região a festejar o impacto do aumento da temperatura global na sua terra. De acordo com uma reportagem da revista brasileira Veja, as prateleiras dos supermercados de Nuuk, a capital da Groenlândia, nunca estiveram tão cheias de fruta e vegetais, algo inimaginável até há poucos anos.

A prazo o aumento da temperatura global, que está na base das mais sérias preocupações da comunidade internacional, poderá também jogar contra os interesses da Groenlândia, mas para a sua população, o espírito do adágio popular, aplica-se: “Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”…

Foto: Filip Gielda / Creative Commons 

 

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Os dados oficiais agora conhecidos indicam que pelo menos 572 pessoas morreram na sequência da passagem do furacão Matthew, pelo Haiti, no início da semana. 

 

Os ventos e chuvas fortes destruíram escolas, edifícios oficiais, estradas e pontes. Só no sul do país mais de 29 mil casas ficaram destruídas.

Jérémie, capital do departamento de Grand’Anse, foi completamente arrasada, com 80% dos edifícios destruídos. Dados avançados pela ONG Care Haiti indicam que perto de 30 mil pessoas perderam as suas casas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) veio agora alertar que a situação poderá piorar nos próximos dias, visto que perto de 350 mil pessoas precisam de assistência médica. Também a Cruz Vermelha emitiu um apelo de emergência para obter ajuda humanitária, estimando que mais de 1 milhão de pessoas seria afetado no país.

 

Foto: Carlos Garcia Rawlins/ Reuters