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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

«Eu sou o Solo.
Estou nas colinas, nos vales,
Nos campos, nos pomares.
Sem mim, os humanos não existiriam.
Mas tratas-me como sujeira.
Sabes que sou apenas uma pele fina neste planeta?
E que estou vivo?
Cheio de organismos que fazem crescer os teus alimentos?
Mas estou débil, seco, sobreusado, doente,
Por tua causa.
Fizeste-me definhar
Para menos de metade do que eu era apenas há cem anos.
Está a prestar atenção?
Estou a transformar-me em poeira.
Portanto, talvez me possas tratar com um pouco mais de respeito.
Suponho que queiras continuar a comer,
Certo?»


Um vídeo de Conservation International com locução de Edward Norton.

arvore_a

 

A fotógrafa norte-americana Beth Moon passou 14 anos a fotografar algumas das mais velhas árvores do mundo. E, quando o fez, utilizou dois cenários: o dia e o estrelado. Neste, que foi publicado no projeto Diamond Nights, a fotógrafa de San Francisco inspirou-se pela forma como o crescimento das árvores é influenciado pelo movimento celeste e ciclos astrais.

 

“A nossa relação com o selvagem sempre teve um papel importante no meu trabalho”, explicou Moon. “Esta série de fotografias foi inspirada por dois estudos científicos fascinantes, que ligam o crescimento das árvores ao movimento celeste e ciclos astrais”, explica a fotógrafa no seu site.

O primeiro estudo conclui que a radiação cósmica impacta mais o crescimento das árvores que a temperatura anual ou chuva; o segundo descobriu que os rebentos mudam de tamanho e forma numa correlação direta com a lua e os planetas.

Neste projeto, uma guia levou Moon a cada local durante o dia. Ela voltou ao lugar marcado, à noite, e capturou estas imagens. As árvores foram fotografadas em países como Namíbia, Botswana e África do Sul.

 

Sharifi house 1

Teerão seria uma das últimas capitais onde esperávamos ver inovação arquitetónica, daquela que quebra barreiras nunca antes navegadas, mas a verdade é que o edifício Sharifi-Ha, na capital iraniana, está muito perto de conseguir esse feito.

 

Com cinco andares, o edifício conta com salas rotativas, criando novos espaços e adaptando-se às estações do ano. Segundo o atelier de arquitectura iraniano Nextoffice, que desenvolveu o projecto, esta característica móvel das divisões é conseguida com apenas um toque num botão, ficando assim o edifício com três salas rotativas: a sala do pequeno-almoço, o quarto de hóspedes e o escritório. Os três recantos podem rodar à procura de novos espaços, vistas ou luz.

Na verdade, estas divisões não são mais do que caixas de madeira, vistas de fora, com uma base rotativa. Durante os Invernos rigorosos de Teerão, elas podem fechar-se no edifício, mantendo a casa quente. No Verão, porém, elas abrem para ventilar a casa.

A casa tem ainda duas caves, para o ginásio e outras infra-estruturas de lazer. No rés-do-chão fica a garagem, enquanto no primeiro e segundos andares encontra-se o espaço dedicado ao convívio: a sala principal. Os dois últimos andares albergam os quartos, casa de banho, outra sala e uma cozinha.

“A casa adapta-se às necessidades funcionais dos seus ocupantes. O quarto de hóspedes pode ser reconfigurado para diferentes propósitos”, explicou um porta-voz da Nextoffice. “Com esta inovação, é possível termos diferentes cenários de luz e estações do ano”.

A casa é inspirada, na verdade, nas habitações tradicionais iranianas, que possuem salas de Verão e Inverno, consoante as diferenças de temperatura da época. Assim, estas divisões rotativas podem ser importantes para manter a casa quente no Inverno e fria no Verão, e não unicamente para propósitos de marketing e visibilidade.

A Sharifi-Ha foi nomeada para o Festival de Arquitetura do Mundo, em 2014.

 

 

chita

O animal terrestre mais rápido do mundo está a um pequeno passo da extinção, segundo dados agora divulgados no âmbito de uma investigação da Sociedade Zoófila de Londres e da Wildlife Conservation Society.

 

Segundo estas entidades, estima-se que em todo o mundo existem apenas cerca de 7.100 chitas, com somente 9% do território que é considerado o seu habitat natural a ser ocupado por esta espécie. O desaparecimento destes animais está a ser especialmente sentido na região da Ásia. Mas não é apenas nesta região que os números têm vindo a diminuir a um ritmo alarmante. No Irão, por exemplo, já só há cerca de 50 chitas a viver no país, e no Zimbabué os dados indicam que na última década cerca de 85% da população de chitas desapareceu, com a caça ilegal a ser apontada como a principal causa para muito provável extinção da espécie.

O estudo avança ainda com mais um dado que ajuda a perceber como se chegou a esta situação: cerca de 77% dos locais habitados por chitas não são zonas protegidas por lei, o que muito contribui para aumentar a ameaça a que estes animais estão sujeitos.

Depois de conhecidos estes dados, o objectivo passa agora por rever o nível de perigo da espécie, passando de “vulnerável” para ameaçada” na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Foto: via Creative Commons 

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kivalina_a  

Kivalina, a aldeia ameaçada

 

Foto: ShoreZone / Creative Commons

Rachel Sussman é uma fotógrafa de Brooklyn que percorre o mundo à procura dos mais velhos organismos vivos do planeta, alguns com mais de 2.000 anos. O objectivo é fotografar estes organismos antes que desapareçam da face da terra.

 

As fotografias de Sussman estão compiladas em livro – The Oldest Living Things in the World – e pode-se observar árvores, líquenes, musgos e outras plantas estranhas que raramente são vistas. Estas formas de vida milenares foram encontradas em locais isolados como a Antárctida, Gronelândia, Namíbia e o deserto de Atacama, no Chile, onde Sussman encontrou um organismo com 3.000 chamado La Yareta, uma espécie de bolbo gigante verde.

Para o projecto fotográfico, Sussman colaborou com uma equipa de biólogos que a ajudaram a identificar os organismos. A fotógrafa começou a sua investigação visual num “ano zero”, fotografando o passado no presente.

Na Gronelândia, por exemplo, a fotógrafa encontrou líquenes que apenas crescem um centímetro por século. Na Austrália fotografou estromatólitos, organismos pré-históricos ligados à oxigenação das plantas e aos primórdios da vida na Terra. O seu trabalho é uma revelação perspicaz que retrata a história do planeta através de algumas das formas de vida mais antigas, antes que desapareçam.

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1.Estromatólito (Austrália) – entre 2.000 a 3.000 anos8

2.Floresta de Alerce (Chile)

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3.Welwitschia (Namíbia) – 2.000 anos

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4.Coral Cérebro (Tobago) – 2.000 anos

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5.Lomatia Tasmanica (Tasmânia, Austrália) – 43.600 anos16

6.Armillaria (Oregon, EUA) – 2.400 anos

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7.Pando (Utah, Estados Unidos) – 80.000 anos2

8.Yareta (deserto de Atacama, Chile) – mais de 3.000 anos3

9.Pinheiro Bristlecome (Califórnia, EUA)

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10.Lagarostromos (Tasmânia, Austrália) – 10.500 anos5

11.Musgo da Antárctida (Antárctida) – 5.500 anos6

12.Carvalho de Palmer (Califórnia, EUA) – 13.000 anos7

13.Árvore do Senador (Florida, EUA) – 3.500 anos

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14.Cedro japonês (Japão) – 2.180 a 7.000 anos

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15.Floresta subterrânea (África do Sul) – Desaparecida

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16.Líquen (Gronelândia, Dinamarca) – 3.000 anos

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17.Faia da Antárctida (Austrália) – 6.000 anos

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18.Eucalipto raro (Austrália) – 13.000 anos

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19.Boabab de Segole (África do Sul) – 2.000 anos

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20.Amostra de solo com actinobactéria da Sibéria – 400.000 a 600.000 anos

 

ciclovia

Dois milhões de euros serão investidos pelo município de Arouca na criação de uma ciclovia que irá ligar o centro histórico da vila a várias freguesias que ficam lado a lado com o rio Arda.

 

Com oito quilómetros de comprimento e 2,5 metros de largura, a nova ciclovia irá ligar Arouca, Santa Eulália, Urrô, Várzea, Rossas e Tropeço, numa infra-estrutura que permitirá a circulação simultânea de velocípedes e peões.

Financiado em cerca de 85% por fundos comunitários, este investimento do município de Arouca irá contemplar igualmente a limpeza das margens do rio Arda, bem como a reabilitação de regadios tradicionais, moinhos e azenhas de azeite.

Com início previsto para meados de 2017, e com a data de conclusão estimada no decorrer de 2018, José Artur Neves, presidente da autarquia de Arouca, acredita que a nova ciclovia, bem como o restante projecto, será “bem aceite pela população local, já que, além de valorizar as margens do rio, é um incentivo a hábitos de vida mais saudáveis”.

Também com o objetivo de incentivar hábitos de mobilidade alternativa desde tenra idade, a nova ciclovia passará à porta das escolas da localidade, que assim poderão crescer com hábitos mais conscientes no futuro, ao mesmo tempo que no presente se evita a presença de automóveis a emitir CO2 no centro da vila.

Foto: Christyam de Lima / via Creative Commons

 

plantas-autoctones

A flora nativa de Portugal, também conhecida como autóctone, é composta por uma grande variedade de árvores e arbustos, bem como por muitas outras plantas. Entre as árvores mais frequentes podemos encontrar o carvalho, a azinheira, o sobreiro, o salgueiro e tantos outros. Há ainda arbustos típicos como a aroeira, o medronheiro, o rosmaninho, ou o alecrim, entre outros.

 

Se tem um jardim, horta ou pedaço de terreno florestal disponível, saiba que usar plantas autóctones nas próximas plantações ou sementeiras que fizer, já que esta prática contribui de forma significativa para uma maior sustentabilidade.

Isto porque estas plantas estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do nosso território são mais resistentes a pragas e a doenças, bem como a longos períodos de seca. Desta forma não precisam de tanta manutenção nem de cuidados especiais.

Descubra mais sobre os benefícios das plantas autóctones neste vídeo do Minuto Verde, da associação Quercus.

O Minuto Verde é uma rubrica produzida pela Quercus e emitida aos dias úteis na RTP.

Foto: via Creative Commons

 

 

 

Insistimos que é urgente e importante que as pessoas entendam que se come carne e proteína de origem animal demais. Em Portugal, e em muitos outros países, sobretudo da Europa, América e Oceania.  Os efeitos deste excesso são nefastos, não só para a saúde, mas também para o ambiente, já para não falar no bem-estar animal, como várias vezes aqui se falou. Procurem saber, não vale enfiar a cabeça na areia!

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A maior longevidade de vegetarianos e sobretudo de veganos, prova que não é necessário comer carne, peixe e alimentos de origem animal, desde que o regime alimentar seja equilibrado.
Além disso, nada impede uma pessoa omnívora de fazer uma maioria de refeições vegetarianas. 
 
Sobre o assunto, transcrevo o artigo publicado hoje em vários meios de comunicação social, referindo um estudo comparativo efetuado pela ZERO -  Associação Sistema Terrestre Sustentável:



 
Os portugueses consomem 4,4 vezes mais carne, ovos e pescado que o necessário, o que prejudica a saúde, o ambiente e o orçamento familiar, alertaram hoje os ambientalistas da Zero, defendendo a opção por leguminosas.
 
Imagem daqui
Verificamos que os portugueses consomem 4,4 vezes acima daquilo que seria necessário deste componente, da carne, ovos e pescado", disse à agência Lusa Susana Fonseca, da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero.
 
Num ano, "devíamos consumir à volta de 33 quilogramas do conjunto de carne, ovos e pescado e estamos a consumir muito acima disso, cerca de 178 quilogramas, portanto 145 quilogramas a mais", avançou a especialista, e realçou que, na saúde, "o excesso de proteína causa vários problemas, e não é de todo benéfico em termos ambientais".
 
No final deste Ano Internacional das Leguminosas, e numa época festiva "que tende a propiciar exageros de alimentação", a Zero analisou as recomendações da Direção Geral de Saúde para o consumo de carne, ovos e pescado e comparou com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as quantidades destes produtos na alimentação dos portugueses.
 
"Para produzir uma quilocaloria de carne de vaca, por exemplo, precisamos de 174 quilocalorias", principalmente de alimentos para os animais, "o que é mais do que o necessário quando são consumidos alimentos vegetais e leguminosas", justificou Susana Fonseca.
 
Também no consumo de carne, o impacto em termos de consumo de água é 100 vezes superior àquele que é necessário para produzir leguminosas, além de implicar mais emissões de metano, um gás com efeito de estufa que agrava as alterações climáticas.
 
As leguminosas, como feijão, grão, lentilhas, favas ou ervilhas, fazem parte da dieta mediterrânica e da cultura gastronómica portuguesa, são, segundo a Zero, "uma excelente fonte de proteína e podem ser usadas como alternativa a este consumo de proteína animal".
 
Para o orçamento familiar, "fica mais caro [o uso de proteína animal], sabemos que a componente de proteína é das que acaba por ter mais peso" na despesa com a alimentação, especificou a especialista da Zero.
 
Assim, "estamos a desperdiçar dinheiro, estamos a consumir proteína que nos está a fazer mal, está a fazer mal ao ambiente e está a retirar-nos recursos financeiros", resumiu. ...»

Fonte e artigo completo em: Noticias ao Minuto.  Também em RR e Correio da Manhã

Ver comunicado da ZERO em: CONSUMO DE CARNE, OVOS E PESCADO É INSUSTENTÁVEL/