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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Com a pandemia do COVID, muitas coisas mudaram nas nossas vidas.

Abandonámos comportamentos que até agora faziam parte de um modo de vida normal.

Parte desse comportamento é como nos cumprimentamos. Deixámos de nos poder cumprimentar com o tradicional aperto de mão ou com o beijinho na face, tão comuns nas culturas ocidentais, devido ao risco/medo do contágio.

As pessoas pararam de apertar as mãos, um sinal de confiança, mas agora a maneira mais comum de transmitir o vírus. Outras formas de saudação surgiram no lugar de um aperto de mão, como o chamado 'shake de Wuhan', uma espécie de batido de pé, sapateado ou os “choque de cotovelos” inventado na União Europeia.

Mas em outros cantos do mundo as pessoas puderam continuar com os seus gestos habitais para se cumprimentarem; é o caso de muitas pessoas nos países da asiáticos. Elas usam gestos tão ou mais significativos que os nossos e que não envolvem o contacto físico. É o caso do Namasté e do Wai

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Namaste, Image – Stock Photos

Namasté é um gesto com milhares de anos que se faz juntando as palmas das mãos, ao nível do peito, com os dedos juntos e a apontar para cima, ao mesmo tempo que se baixa ligeiramente a cabeça.

Também chamado de Namaskar ou Namaskaram, este gesto é usado para receber convidados ou parentes, bem como para reconhecer estranhos, e funciona tanto como saudação como valorização.

Diz-se que o gesto expressa honra, educação, cortesia, hospitalidade e gratidão à outra pessoa – e significa algo do género “o Divino em mim faz uma vénia ao Divino em ti”. Bonito, hem?

Bem mais profundo que o nosso aperto de mão, que contam as crónicas que nasceu no faroeste dos Estados Unidos da América, e que era uma forma de mostrar ao outro que não se trazia uma arma.

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O Wai, a saudação mais comum usada pelos nativos da Tailândia, consiste em unir as palmas das mãos enquanto inclinamos ou abaixamos a cabeça. Às vezes, o Wai é realizado para acompanhar uma saudação verbal. Outras vezes, é um ato não verbal, sem acompanhamento verbal.

O Wai tailandês é uma clara evidência da influência indiana no país.  Noutros tempos, no Camboja e na India também era assim que se saudava os deuses. Há muitas referências gráficas (em pinturas, baixos relevos e esculturas) de pessoas deitadas no chão em adoração máxima.

Serve para mostrar respeito e é usado para dizer: olá, obrigada, adeus, pedir desculpa